SNEW Travel | Descobrindo Edimburgo – 1ª Rota do Whisky – Parte 2
2025
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22 jun Descobrindo Edimburgo – 1ª Rota do Whisky – Parte 2

Chegamos a Edimburgo, capital da Escócia, para a segunda parte de nossa viagem, já com nosso conhecimento sobre whisky bastante ampliado. Você sabia, por exemplo, que para poder ser considerado whisky escocês, a bebida precisa ter pelo menos 40% de álcool, e ter sido maturada por pelo menos 3 anos e 1 dia em barris de carvalho?

Edimburgo pode parecer uma cidade demasiadamente cinza à primeira vista, com cenários vitorianos que lembram muito o filme original de Mary Poppins, de 1964 (que se passa em Londres, na realidade). Mas seu povo educado e alegre, sua skyline permeada de construções históricas, castelos e torres góticas, e a energia vibrante de seus pubs e restaurantes fazem com que o coração dos visitantes vá amolecendo aos poucos.

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Detalhes do Castelo de Edimburgo, a atração turística mais visitada de toda a Escócia

Ficamos hospedados na Royal Mile, a principal via do centro histórico da cidade (conhecido como Old Town). Esta região ainda preserva os aspectos da vila medieval que um dia foi Edimburgo, que durante a Idade Média chegou a ser considerada a cidade mais suja da Europa. Dali, é possível explorar a pé todas as maiores atrações, e foi o que fizemos no dia seguinte: visitamos a Igreja de St. Gilles, o Castelo de Edimburgo e a Scotch Whisky Experience. Esta última, voltando ao tema principal de nossa Rota, é uma atração imperdível: após algumas explicações animadas, conduzidas por um holograma de um “Ghost Host”, é possível apreciar a maior coleção de garrafas de whisky do mundo, com mais de 3500 exemplares diferentes! E uma curiosidade: a coleção foi comprada em 2008 de um Brasileiro, o paulistano Claive Vidiz. Após a visita, degustação de 4 rótulos representando as diferentes regiões produtoras de whisky na Escócia (que no total são 5: Campbeltown, Highlands, Lowlands, Speyside e Islay… ou seja, faltou uma amostra para conhecermos todas).

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A maravilhosa coleção da Scotch Whisky Experience, com suas mais de 3500 garrafas, e a degustação das diferentes regiões produtoras de whisky da Escócia

A outra parte da cidade, chamada de New Town (que, apesar do nome, não é tão nova assim e data dos anos 1765 em diante), é considerada uma obra-prima de planejamento urbano. Pudemos explorar suas lojas, parques e construções em estilo Neoclássico enquanto repassávamos em nossas mentes as histórias aprendidas nos dias anteriores.

Edimburgo é considerada por muitos uma cidade mal-assombrada e realmente tem algumas histórias macabras. Até o século XVIII, era bastante comum punir crimes (mesmo que triviais) com execução em praça pública, o que gerava um excedente de cadáveres humanos. Com este material valioso à disposição de seus estudantes, a faculdade de medicina de Edimburgo alçou-se ao posto de melhor do mundo em sua especialidade na época. No entanto, ao entrar no século XIX a prática de execuções públicas caiu em desuso, gerando uma escassez de corpos. A faculdade passou então a oferecer recompensas polpudas àqueles que conseguissem cadáveres frescos, o que desencadeou uma onda de sequestros de corpos nos cemitérios, e também assassinatos. Creepy!

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Na foto, detalhe de tumba no cemitério de Greyfriars, de onde eram sequestrados os cadáveres que depois seriam vendidos a altos preços para a Faculdade de Medicina de Edimburgo

Mas nem só de histórias assustadoras é composto o folclore de Edimburgo. Ainda falando de cemitérios, Bobby, um simpático cachorrinho da raça Skye Terrier entrou para a mítica da cidade após passar 14 anos guardando o túmulo de seu falecido dono em Greyfriars Kirkyard. A história de Bobby começou a chamar a atenção das autoridades, e como a legislação da época previa que animais sem dono deveriam ser sacrificados, a Camara Municipal renovou sua licença e se responsabilizou por ele. Diz a mítica que Greyfriars Bobby ganhou até mesmo o título de cidadão de Edimburgo, o que lhe conferia direito à voto (antes mesmo que as mulheres pudessem votar, nos idos de 1867). Uma estátua em homenagem a Bobby ornamenta a entrada do cemitério até hoje, e as pessoas prestam homenagens e deixam oferendas diariamente em frente ao túmulo de seu dono.

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A estátua de Greyfriars Bobby, em frente ao Pub que também leva seu nome

Relembrar estas histórias enquanto se aprecia uma das excelentes cervejas Ales locais (ou por que não, uma boa dose de whisky) em um dos inúmeros pubs da cidade talvez seja a maneira perfeita para se despedir de Edimburgo. O The White Hart Inn, pub mais antigo da cidade, aberto desde 1516 (isso mesmo, completou 500 anos em 2016), ou o The Last Drop Pub (cujo nome faz alusão ao último gole de bebida alcoólica que um condenado à morte tinha direito de pedir antes de sua execução), ambos situados no Grassmarket, praça pública onde as sentenças de morte eram assistidas e entretiam multidões no passado, são boas pedidas.

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The White Hart Inn, o mais antigo Pub em funcionamento em Edimburgo, aberto desde 1516

Não deixe de comprar chás escoceses, cashmeres, biscoitos, whisky(!) e outras lembranças do país antes de rumar ao aeroporto para regressar ao Brasil. Quando a saudade da Escócia bater, relembre as boas histórias, os sabores e os aromas desta viagem, e prepara-se para a próxima!

Em setembro, a 2ª Rota do Whisky visitará a região de Islay para conhecer a produção dos whiskies turfados, de sabor marcante, defumado e salino característicos da ilha. Depois, iremos a Londres para provar nada mais, nada menos do que 600 amostras de whisky no Whisky Show. Esperamos todos lá!

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