SNEW Travel | Uma viagem a Speyside, o coração da produção de Whisky Escocês – 1ª Rota do Whisky – Parte 1
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21 jun Uma viagem a Speyside, o coração da produção de Whisky Escocês – 1ª Rota do Whisky – Parte 1

Nossa 1ª Rota do Whisky decolou do Brasil no último sábado, dia 10/06, com um total de 11 brasileiros ávidos por whisky, prestes a invadir as terras escocesas.

Após fazer uma rápida conexão em Londres, chegamos ao aeroporto de Inverness, capital da famosa região das Highlands. Nosso guia Derek, que por muitos anos trabalhou na indústria do whisky, nos esperava com um micro-ônibus para nos levar ao hotel em Elgin, cidade que usaríamos como base nos próximos 3 dias para explorar a região de Speyside e suas destilarias de whisky.

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Mansion House Hotel, onde ficamos hospedados durante nossa estadia em Elgin

Hoje são mais de 100 destilarias em funcionamento em toda a Escócia, sendo que destas cerca de 40 estão situadas em Speyside, utilizando-se das águas cristalinas do Rio Spey para produzir seus single malts. A grande maioria das destilarias não é aberta à visitação, sendo que somente 13 da região de Speyside permitem a entrada do público. Nosso grupo teve a possibilidade de conhecer o processo de produção e degustar os whiskys de seis delas.

Após um primeiro dia de passeio leve pela cidade de Elgin para descansar da longa viagem e se ambientar, rumamos para um segundo dia com elevadas doses de whisky: visitamos Strathisla (conhecida como “a Casa de Chivas”) pela manhã, seguida por Glenfiddich (que por muitos anos foi a marca de single malts mais vendida em todo mundo, ocupando hoje a segunda posição) e Glen Moray.

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Nosso grupo em frente à destilaria Strathisla, onde pudemos degustar 4 rótulos

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Pudemos apreciar as verdes paisagens da primavera escocesa, com seus campos cheios de ovelhas, a culinária local (cujo prato mais tradicional, o Haggis, não por acaso leva miúdos de ovelha em sua base), e as construções antigas de pedra e madeira que ainda hoje abrigam as destilarias (Strathisla, por exemplo, data de 1786, uma das mais antigas ainda em funcionamento no país).

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Haggis, Neeps and Tatties: o prato mais tradicional da Escócia, feito à base de miúdos de ovelha e farinha de aveia

Em cada uma das destilarias, fomos introduzidos aos termos básicos que permeiam a produção de um whisky: malte, mosto, washbacks, destilação, alambique, barris de carvalho… Pudemos sentir os aromas das diferentes etapas, além de ouvir as histórias sobre o “Angel’s Share” (a parte que se evapora do whisky ao longo de seu envelhecimento, cerca de 2% ao ano, que segundo o mito seria a parte destinada aos Anjos) e as Happy Cows (as vaquinhas da região, que são alimentadas com o que sobra do malte após a fermentação, que contém um pequeno percentual alcoólico e as torna as mais felizes do mundo).

E é claro que após algumas horas de histórias e explicações técnicas, estávamos todos sedentos por algumas doses de whisky. Foram 4 diferentes rótulos provados na Strathisla; mais 4 na Glenfiddich; e por fim, mais 2 na Glen Moray. Faça as contas e pode ter certeza que o saldo final deste dia foi bastante, digamos, alegre…

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Degustação do Glenfiddich 12 anos, 15 anos, 18 anos e Project XX

No dia que se seguiu, visitamos a destilaria Macallan (considerados por muitos o Rolls Royce dos single malts escoceses, por sua elegância e sabor marcante) e também a Cardhu (que destina cerca de 75% de sua produção para a conhecidíssima linha Johnnie Walker). Aprendemos a importância dos barris nos quais serão maturados os whiskies, sendo que na Macallan acredita-se que eles sejam responsáveis por 80% dos sabores e aromas finais da bebida. A destilaria manda plantar sua própria floresta de carvalhos na Espanha, e deixa a madeira secando o dobro do tempo das demais destilarias antes de utilizá-los, garantindo assim sabores mais finos e suaves.

Mas como nem só de whisky vive o homem, conhecemos também um antigo moinho de lã que produz os tradicionais tecidos na estampa Tartan da Escócia, e tivemos ainda a oportunidade de ver e alimentar as Highland Cows, o gado da montanha tipicamente escocês, que conta com pelagem dupla para suportar os rigorosos invernos da região. Os simpáticos bichinhos pareciam bastante felizes mesmo, como fazem crer as histórias contadas e são uma atração à parte (mesmo os mais marrentos marmanjos bebedores de whisky se rendem aos encantos da vaquinha peluda).

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As Happy Cows e suas características franjinhas, prestes a serem alimentadas pelo grupo

O último dia do grupo em Speyside, antes de rumarmos a Edimburgo, reservou a visita à destilaria Glenlivet, hoje detentora do título de marca mais vendida de single malts em todo o mundo, conhecida por seus sabores suaves e florais. Mas antes, fizemos uma breve parada no castelo de Ballindalloch, que nos brindou com sua história e seus impecáveis jardins floridos. O destino ainda nos reservou a sorte de assistir à parada final de um circuito de carros clássicos, que ao estacionarem em frente ao castelo constituíram cenário digno de filmes.

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Nosso grupo em frente ao belíssimo castelo de Ballindalloch, antes de seguirmos viagem rumo à Edimburgo

E foi assim, após 3 dias de muita cultura e 21 amostras de whiskies degustados (formalmente falando, pois as doses tomadas nos bares e pubs à noite não foram contabilizadas… digamos que talvez tenhamos perdido a conta!), que entramos na van para encarar algumas horinhas de estrada antes de chegarmos a Edimburgo, nossa próxima parada da 1ª Rota do Whisky!

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